quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Peixe + ratatouille + vinho branco = ótimo !

Tereza continua inspirada e caprichando nos cardápios - desta vez, o jantar consistiu em um filé de peixe (st. peter) grelhadinho, acompanhado de uma deliciosa ratatouille. Antes que me perguntem, não estou me referindo ao recente desenho animado da Disney (é da Disney ?) e sim ao secular prato da cozinha francesa, mais exatamente da cozinha provençal, que consiste numa espécie de ragu de legumes. A ratatouille em si pode ser servida sozinha ou usada como acompanhamento para diversos pratos (tanto de peixes como de carnes), e pode ser servida quente ou fria.

As receitas variam bastante, mas a da Tereza foi executada com berinjelas, abobrinhas, tomates, pimentões vermelhos - tudo picadinho, e com muito azeite, muita cebola, muitos temperos variados.


Combinou otimamente com o peixinho grelhado, simples e saboroso.


E o vinho ? Bem, a opção natural seria por um vinho da Provence - afinal, se existe UMA regra da enogastronomia que vale a pena ser seguida, é aquela que fala da excelente harmonização que costuma acontecer quando você combina vinhos e comidas da mesma região. Não é à-toa : se a gente pensar na Europa, vai lembrar que os caras por lá estão combinando vinhos e comidas há uns 3.000 anos, pelo menos. É de se esperar que a esta altura eles já tenham realmente descoberto o quê combina com o quê ...

Na Provence, a ratatouille costuma ser servida com vinhos tintos, brancos e até rosados, dependendo dos acompanhamentos.

Mas não havia vinhos da Provence à mão, que pena !

Apelamos, então, para uma solução mais - digamos - doméstica : um vinho sul-americano. A opção foi por um Cousiño Macul Don Luis Chardonnay 2010, um branco chileno simples e de ótima relação custo / benefício (cerca de 35 reais).



Ficou ótimo : a untuosidade do chardonnay banhava os legumes carregados no azeite, o aroma frutado harmonizava bem com os sabores levemente adocicados das berinjelas e abobrinhas, a acidez do vinho realçava o sabor delicado do peixe.

Resumo da ópera : um prato simples de fazer, um vinho baratinho e uma excelente refeição - quer coisa melhor ?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Minas Gerais também tem vinho bão, uai !


Sim, tem vinho bão em Minas Gerais - mas não são vinhos mineiros, não, podem ficar sossegados ...

O que se produz bem em Minas Gerais, obviamente, são aquelas maravilhosas cachacinhas mineiras. A propósito, durante nossa semana de férias em Minas, bebemos excelentes cachaças e comemos ótimas comidas mineiras no restaurante Xapuri, pertinho da bela Lagoa da Pampulha. Se você tiver a chance de visitar Belo Horizonte, não deixe de almoçar ou jantar por lá - e, por favor, ignore a carta de vinhos e vá de cachaça ...

Mas como este blog é sobre vinhos e não sobre cachaças, vou falar hoje de um outro local belíssimo que conhecemos, Tereza e eu, na nossa BIP - a Busca Incansável do Prazer.

Nós ficamos hospedados em um hotel bem razoável, o Royal Savassi, que fica no bairro da Savassi, coração da vida noturna de Belzonte.

No térreo do hotel, com entrada independente pela rua, fica o Restaurante Amadeus - não chegamos a provar a comida do restaurante, mas visitamos a sua belíssima adega. Amigos, é um espaço encantador ! São mais de 2.300 rótulos (a maior carta de vinhos de BH, segundo os donos), com uma variedade de dar água na boca de qualquer mortal, e preços prá lá de convidativos (principalmente para os paulistanos, mal-acostumados que estamos ao preços exorbitantes que são praticados por aqui).


Fomos ciceroneados pelo simpaticíssimo sommelier Romeu, que nos mostrou, com justificado orgulho, a magnífica coleção, contou histórias engraçadas, discorreu sobre os preços praticados e conversou fiado com a gente por um bom tempo.

Outro atrativo - a adega tem uma importante seleção de meias-garrafas, coisa meio rara aqui em Sampa.

Como já tínhamos jantado, nós nos limitamos a bebericar um vinho do Porto para acabar a noite - mas fica aí a dica : se você vai a BH e gosta de vinhos, não deixe de dar uma passadinha no Amadeus.

Aproveite e mande um abraço pro Romeu por nós, por favor !

Tereza, feliz, diante da estante de vinhos de sobremesas

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Surpresas gastronômicas em Diamantina

Vista do casario colonial de Diamantina

Tereza e eu tiramos uma semaninha de férias e fomos visitar Minas Gerais - grande novidade, a gente adora Minas e sempre que pode vai até lá : Tiradentes, Ouro Preto, Congonhas, Belzonte ...

Desta vez, nosso foco era Diamantina, a bela cidade colonial ao norte de Belo Horizonte, no comecinho do tristemente famosos Vale do Jequitinhonha (uma das regiões mais pobres do país).

Diamantina está inscrita na lista de Patrimônios da Humanidade da UNESCO - e de fato é uma cidade muito bonita, com um amplo e bem conservado casario colonial. Só que a estrutura turística deixa um pouco a desejar : muitas atrações turísticas fechadas, poucas pousadas, todas muito simples, e pouquíssimos restaurantes. Nos nossos primeiros dias, não chegamos propriamente a comer mal, mas não foi nada memorável, com certeza ...

Porém ...

Porém, uma noite, decidimos experimentar um troço diferente : um restaurante árabe. Lá fomos nós, sem grandes expectativas - imagine só, um restaurante árabe no norte de Minas !

Meus amigos, que surpresa agradabilíssima ! O restaurante chama-se Al-Árabe, e fomos atendidos pelo simpaticíssimo proprietário, o Ahmad, filho de libaneses.

Jantamos divinamente - começando pelas pastinhas tradicionais (homus e babaganuche), visitando depois esfihas deliciosas, feitas com uma massa finíssima e saborosa, um ótimo e surpreendente kibe frito vegetariano (com crosta de trigo e abóbora, recheado com coalhada seca), passando por uma porção de deliciosos bolinhos de falafel, e finalizando com um ataif - a também tradicional massa folhada envolta em calda de água de rosas.


Para beber, outra surpresa : um belo vinho libanês, o Chateau Kefraya Les Bretèches 2007, um vinho aveludado e macio, que combinou muito bem com os sabores exóticos e cheio de especiarias da cozinha libanesa. O vinho é produzido no Vale do Bekaa, e é feito à base da uva cinsault, com cortes de cabernet sauvignon, grenache e carignan.



Saímos de lá agradavelmente surpresos, felizes, e muito, mas MUITO agradecidos ao Ahmad, pela sua simpatia e pelo seu talento.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Este post não tem nada a ver com vinho !

Pois e, este post tem a ver com um assunto muito, mas MUITO legal.

Meu grande amigo Gerson esta no meio de uma viagem fantástica : sao cerca de dois meses percorrendo o continente africano, de Sul a norte.

Sua viagem começou em Cape Town, na África do Sul, e vai terminar no Cairo, Egito. Quase toda a viagem esta sendo feita por terra, com trens, ônibus, vans, e o que mais pintar pelo caminho - afinal, ele não tem nenhuma passagem pre-reservada, e nenhuma restrição pre-concebida sobre o que vai encontrar por lá.

Mais legal ainda : ele esta contando cada uma de suas aventuras africanas em um blog delicioso, recheado de bom humor e de cultura.

Você pode ler o blog do Gerson clicando aí na barra lateral do meu blog - evidentemente, e o blog To Na África.

Divirtam-se com a leitura !