quarta-feira, 30 de março de 2011

Crônicas de Mendoza - Parte 10 - Belasco de Baquedano


A última vinícola que visitamos nesta nossa inesquecível jornada foi a Belasco de Baquedano, também de propriedades de investidores espanhóis, e também localizada em Lujan de Cuyo.

O grande destaque da Belasco de Baquedano - aliás, foi o que nos levou até ela - é a sua Sala de Aromas : uma área especial, onde há dezenas de pequenos postes metálicos suportando umas caixas cilíndricas de acrílico. A brincadeira consiste em curvar-se, aproximar o nariz da boca da caixa de acrílico e girar a manopla que a "destampa". Sai de lá de dentro um aroma específico, muito intenso, que deve ser associado a um dos aromas que a gente normalmente atribui aos vinhos - frutas (morango, framboesa, pêssego), flores (violeta, rosa, jasmim) ou outros (fumo, manteiga, capim).

Atrás de cada postezinho há uma placa identificando o aroma - mas a graça está, obviamente, em cheirar antes de ler a tal placa, e tentar identificar o aroma. É muito divertido - inclusive pelo fato de a gente perceber que não é muito fácil fazer essa adivinhação correta. É a tal da memória olfativa sendo exercitada - algo que ajuda muito na apreciação do vinho.


Almoçamos na vinícola, em um belo restaurante, todo envidraçado, tendo os vinhedos ao redor. Ocorreu aqui o mesmo desleixo que tínhamos registrado na O.Fournier - não houve propriamente harmonização, os garçons se limitavam a colocar os vinhos da bodega sobre a mesa, enquanto os pratos eram servidos.

Todos os vinhos da Belasco de Baquedano são feitos à base de malbec.

Provamos um Rosa de Argentina Malbec Rosé 2008, para dar início aos trabalhos ...

Depois, passamos aos tintos - Loan 2009, AR Guentota 2007 e Swinto 2008. Todos eles de puro malbec, todos eles corretos, nenhum deles encantador. O Swinto, top de linha da vinícola, foi o que mais nos agradou - mas definitivamente nada que mereça grande destaque, especialmente depois das coisas estupendas que andamos bebendo por aqui estes dias ...

Terminamos a refeição com um vinho estranho chamado Antracita Malbec Vendimia Tardia, um vinho doce que tem um certo sabor de "vinho do porto" - e não nos agradou nem um pouco.

Enfim,a visita vale mesmo - e eu recomendo fortemente - pela tal Sala de Aromas, e nada mais.

Adriana e Cláudia, provando que são mesmo as musas da socialização, fizeram uma nova amiguinha por lá.

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